domingo, 7 de março de 2010

Sr. Alberto, sua guitarra está ligada


Em maio de 2009 minha banda (é amigos tenho uma banda) comemorou 15 anos de existência. Iniciamos na faculdade, como um projeto para nos deixar fora das salas de aula. Sim, nós matávamos aula. A banda reuniu inicialmente 3 malucos, que se juntaram a mais 2 e formaram a mais antiga banda brega que já se teve notícia neste país. Tocamos durante anos, e com muito afinco, os mais belos clássicos do brega brasileiro. Confesso que encontramos alguns internacionais, mas não tinham tanto apelo com o nosso público, formado por familiares, amigos e funcionários que tinham medo de perder seus empregos. Por este motivo nossos shows sempre atingiam a incrível marca de 30 espectadores.

Ocasiões muito especiais faziam o número crescer, então só fazíamos show nessas circunstâncias. A banda cresceu, comprou equipamentos e, de repente, tinha um público maior.

Em 2009, para comemorar os 15 anos, decidimos fazer um grande show. Algo para 2.000 pessoas. Se não as conhecêssemos, poderíamos contratar o público. Isso soou estranho, porque quem geralmente é contratada é a banda.

Em dezembro de 2008 começaram os preparativos. Fui procurar uma casa de show. Escolhemos o Citibank Hall, casa que nos acolheu com muito profissionalismo. Escolhemos uma organizadora, a Gisele Reder, que foi essencial para que o evento ocorresse sem nenhum ataque cardíaco dos integrantes. Fomos atrás de patrocínios. Várias empresas nos apoiaram, acreditando fielmente nas minhas lindas palavras e promessas de um grande espetáculo. Ensaiamos um repertório de casa grande. Clássicos como Sérgio Malandro, Dominó, Menudo e Xuxa entraram. Sidney Magal e Wando foram atrações à parte. Enfim, tudo corria bem.

No dia do show, 2.000 pessoas aplaudiam a entrada da banda. Nunca vi tanta gente gritando meu nome. Meus amigos entraram antes no palco, a entrada começava sem mim, eu era o último a entrar, meus amigos consideravam que se 50% da população ali presente era de minha base de dados, precisava entrar por último. Sentado no camarim com minha guitarra pendurada no pescoço, batendo os pés no chão de nervosismo, e vendo um corinthians e fluminense na televisão daquela linda sala ouvi alguém batendo na porta. Abro e sai um jovem olhando pra mim como se eu fosse um astro. Vejo atrás dele as luzes do palco piscando e meus amigos no palco, já na entrada da música me aguardando. As pessoas gritando e pulando. O som, alto como deveria ser. A magia quase é quebrada, mas aumenta com a voz do jovem dizendo:

- Sr. Alberto, é sua vez, sua guitarra já está ligada.

Saindo da frente e dando espaço para que eu subisse a pequena escada que levava ao palco, pensei: não há nada neste mundo como um sonho realizado. Pequeno ou grande, precisa de disciplina, de atenção, gente que sonhe junto. Precisa de luzes, som e platéia. O arrepio é seu, só seu. Depois disso é só ligar sua guitarra e arrepiar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Filme


Sempre pensei na minha vida como se fosse um filme. Tem de tudo, emoção, suspense, comédia, romance, terror. Tem a calmaria de um filme de Eastwood, tem a magia de um Spielberg. Quando algo me acontece de ruim logo lembro dos filmes que vi e revi. Sempre depois de uma trágica cena uma boa aparece. E assim caminho pensando que no final quero ter um final marcante.

Sempre pensei no final. O final deveria ser feliz, com pessoas comemorando, mesmo que eu não estivesse mais ali, mas celebrando meus pequenos grandes passos, dados ainda vivo. Penso também em como seria o discurso dos melhores amigos. Todos rindo e contando com alegria o que eu tinha feito naqueles anos. Sempre rindo.

Alguns choravam, mas credito isso a alguma falta de espiritualidade. As religiões hoje em dia já permitem que você sorria num momento desses.

Penso no meio do filme também, pois senão fica muito triste.

O meio é repleto de coisas que dão certo e um montão de outras que dão errado. E com todas aprendo um pouco. Penso demais em ensinar alguém. Em viver novamente a vida que vivi, como uma reprise, e isso se faz quando se tem filhos. Eles são uma excelente forma pra você olhar para sua vida novamente.

Crescer a cada dia, aprender, ganhar qualidade em cada um dos momentos que viver, isso não tem diferença. Se eu vivesse os meus 34 anos novamente, os faria de forma mais lenta, curtindo mais cada segundo.

Em 2005 consegui um feito interessante profissional e me lembro que um grande amigo me disse: “sente-se na ultima fileira e veja o que conquistou tomando champagne, será marcante em sua vida”. E foi.

Penso que o meio é aquele momento onde as coisas todas se embolam, histórias paralelas caminham sem que você conheça o final de cada uma delas. Se você atravessar a rua hoje sem olhar pode ser atropelado, não andar mais, não ter filhos, deixar sua esposa, mudar o rumo de toda a família, perder o emprego, outro entra no seu lugar, sobe na vida, cresce, seus filhos vão a escolas melhores do que iriam anteriormente, tornam-se pessoas melhores, casam, tem filhos, geram riqueza, seus netos nunca imaginariam que tudo aquilo aconteceu porque um dia alguém atravessou a rua sem olhar.

E assim é a vida, cheia de caminhos, escolhas, e cada uma define o destino de outros milhões, mesmo que não saibam.

Tenho visto cada vez mais pessoas preocupadas com o curto prazo. Viajam, andam e não prestam atenção nas coisas a sua volta. O mundo é demais, tem coisas lindas acontecendo em qualquer esquina. Tem coisa ruim também, mas prefiro não olhar.

Se você sair na sua varanda hoje, olhar a noite as ruas poderá ver pessoas vagando sem rumo, pessoas comemorando, chorando, correndo, andando, preocupadas, felizes, magoadas, sem rumo.

Poderá ver luzes de casas que passam por momentos de desespero, felicidade, tristeza, amargura, celebração. Vera casas em que as pessoas simplesmente não chamam aquilo de casa. Pessoas que simplesmente não entenderam o conceito de viver.

A passagem é bem mais bacana do que o prêmio. Muito mais.

Renda-se ao pequeno movimento chamado olhar, sentir, cheirar, tocar. Renda-se a isso com toda a sua alma e terá a sua frente um dos mais belos cenários de sua vida. Ande na rua a noite ouvindo uma musica no seu IPOD, musica boa, leve, volume baixo, e sentira uma pequena brisa no rosto, capaz de te tirar um sorriso e uma breve ponta de esperança, seja ela para o que for.

Sinta o calor da família ao chegar em casa e ver como estão felizes por sua volta.

Viaje. Conheça o mundo, as culturas, as pessoas.

Tenho visto cada vez mais os mais diversos cantos do mundo e confesso que sinto falta de casa em todos eles. Sinto um forte desejo de estar na minha cama. Ver minha família.

Qualquer filme visto em avião, música tocada em um café, me lembra minha família, minha casa, aquele abraço de quem amo, aquela risada pós piada, aquele passeio despretensioso por onde quisermos, aquelas férias perdidas no nada.

Um filme desses não se explica, não precisa de legendas, de extras.

Precisa sim de um enorme cinema, com todos os amigos sentados, pipoca com manteiga, coca-cola, lanterninha, música alta e um bocado de emoção. O roteiro a gente cria em alguns bons anos. E o resto a gente adapta.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alucinação



De tempos em tempos ouço alguém falando sobre o tempo que dedica para a família e para o trabalho. Enfim, considero esta uma discussão um tanto estranha, pois na minha humilde opinião as coisas se confundem o tempo todo.

Construímos em nossas empresas íntimos elos com muitas pessoas e acabamos levando isso para a vida pessoal. Quem nunca casou e no dia da escolha dos convidados pensou se convidava ou não as pessoas da empresa? Quem nunca passou pela experiência de levar esposa, marido e filhos para um encontro da empresa? O mundo se confunde o tempo todo. Não há razão nenhuma para a acusação de deixarmos de lado a eterna linha que divide a vida pessoal da profissional. Ela praticamente não existe no mundo em que vivemos.

Ontem mesmo um grande amigo e cliente me liga e diz que sua esposa não quer que ele trabalhe mais de sábado. Pensei comigo: como ele faz com a cabeça? A nossa cabeça traz da vida pessoal inúmeras ótimas ideias, que podem ser aplicadas em nossas empresas, e vice-versa. Um pedido desses é como pedir para alguém ficar em coma todos os finais de semana.

Escrevo quando estou no elevador, tenho ideias de vendas no chuveiro, de produtos quando estou no cinema e o contrário também acontece. Viajo e em muitas vezes levo minha família, tiro dois dias de folga em uma viagem internacional, no trabalho ligo para casa e converso com todos, a vida nos permite criar essas atrações diárias, que tiram aquele pequeno sorriso em meio ao inferno.

Há alguns anos vi um filme excelente com o também magnífico Richard Dreyfuss, eternamente lembrado por seu personagem no lendário “contatos imediatos do terceiro grau” de Steven Spielberg. O filme trata de um maestro que sonha em compor grandes músicas e que, por necessidades financeiras, passa a lecionar numa faculdade de música. Em determinado momento da sua vida se vê pai de novo, em meio a conflitos com alunos, sem compor, com poucas previsões de crescimento musical e percebe que a vida de repente passa.

No meio do filme ele diz uma frase que há dez anos martela na minha cabeça: A VIDA É O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ESTÁ PLANEJANDO A VIDA. Sempre guardei essa frase para que nunca esquecesse. Um dia desses peguei um táxi em São Paulo e no caminho vi um avião pousando no aeroporto, lentamente. Comentei que ele voava muito devagar. O taxista disse que aquilo ocorria em dias quentes por conta da profusão de algo que não lembro agora. Perguntei como ele sabia. “Eu estudava para ser piloto de aviões”, disse ele. Perguntei por que desistiu e ele disse que em algum momento tomou a decisão errada, embora sonhasse em ser piloto, por conta de dinheiro. Aí lembrei do filme e considerei a questão de forma simples.

A vida é uma eterna convergência de vidas, pessoais, profissionais. Aprendemos de um lado e do outro. Sonhamos e concretizamos. Para que isso aconteça, precisamos de planos. Gente que sonha e não planeja afunda.

Visão sem plano é, na minha opinão, uma simples alucinação.

Alberto Leite é Diretor Executivo e Publisher da IT Mídia s.a

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Algum dia você saberá que eu era a pessoa certa pra você...



Algum dia nós saberemos se o amor pode mover uma montanha
Algum dia nós saberemos porque o céu é azul
algum dia você saberá que eu era o cara pra você...


Ninety miles outside chicago
Can't stop driving
I don't know why
So many questions
I need an answer
Two years later you're still on my mind
Whatever happened to Amelia Earhart
Who holds the stars up in the sky
Is true love just once in a lifetime
Did the captain of the titanic cry?

(chorus)
Someday we'll know
If love can move a mountain
Someday we'll know
Why the sky is blue
Someday we'll know
Why I wasn´t meant for you

Does anybody know the way to Atlantis
Or what the wind says when she cries
I'm speeding by the place that I met you
For the 97th time..... tonight

(chorus)

Someday we'll know
Why Samson loved Delilah
One day I'll go
Dancing on the moon
Someday you'll know
That I was the one for you
(yeah yeah yeah yeah)

I bought a ticket to the end of the rainbow
I watched the stars crash in the sea
If I could ask god just one question
Why aren't you here with me....tonight

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

100 best movies in 200 seconds - amazing

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A new eye for all of u...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

My Dream


by Todd-Michael St. Pierre


Where the mountains touch the sky

Where poets DREAM, where eagles fly

A secret place above the crowds

Just beneath marshmallow clouds

Lift your eyes to a snowy peak

And see the soon- to- be we seek

Whisper DREAMS and let them rise

To the mountains old and wise

Climbers climb, it's time to try

Where the mountains touch the sky

Take me there. Oh take me now

Someway, Someday, Somewhere, Somehow

Where the ocean meets the sky

Where mermaid dance and seagulls fly

A place in DREAMS I know so well

The sea inside a single shell

Far across the living sea

A pale blue possibility

Beyond the castles made of sand

Tomorrow in a small child's hand

Only DREAMERS need apply

Where the ocean meets the sky

Take me there. Oh take me now

Someway, Someday, Somewhere, Somehow

Where the forests reach the sky

Men are equal and doves still fly

No thorns of war, a perfect rose

This is where the green grass grows

Out beyond the crystal stream

Like Dr. King I have a DREAM

Imagine such a goal in sight

For red and yellow, black and white

Whisper now, let the DREAM begin

It's time to trust the truth within

This is where we seek and find

A gift in being colorblind

Dream on Dreamers, hopes are high

Where the forests reach the sky

Take me there. Oh take me now

Someway, Someday, Somewhere, Somehow

Now, listen close, the future calls

"Build your bridges and tear down walls! "

For time has taught and so it seems

Realities are born of DREAMS