domingo, 29 de janeiro de 2012

A sua vida




Para mim o cinema está dividido em 3: ET, Pulp fiction e Matrix. Ambos tiveram grande impacto em minha vida.
Recordo-me com alegria do momento em que, no cinema, ouvi o próprio serzinho de outro planeta abraçar a pequena garotinha no bosque e soltar uma palavra sem significado: “ouch”, e ir embora com aquela linda música subindo. Pulp fiction veio depois somente para me mostrar que o cinema não precisava de um roteiro simples, tipo início, meio e fim. Matrix veio então e me mostrou que havia um mundo desconhecido nas telas. Havia muito mais do que aquilo, havia uma discussão antiga, meio George Orwell, sobre o bem e o mal, sobre o que vive acima e o que vive embaixo. Tudo isso me fez entender muitas coisas.
Aprendi a analisar filmes como ninguém. Vejo as câmeras subindo, descendo, a música entrando, abaixando, vejo cortes de cena, diálogos cortados por sons estranhos, vejo câmeras rápidas, lentas, vejo até o filme me emociono.
Com tudo isso aprendi também a criar meu próprio filme, o filme da minha vida.
Com um simples roteiro, que carinhosamente chamarei de resoluções do ano, faço um mini texto de como as coisas devem sair. Em seguida projeto os personagens, aqueles que farão o filme comigo. Alguns deles tomam espaço de coadjuvantes importantes, com direito a indicações ao Oscar, outros fazem papel de vento, vestindo-se de cinza e correndo de um lado para o outro. Há também aqueles que se vestem de árvore, ficando lá, paradinhos e os que entram na cena um e simplesmente somem.
Após delicado estudo dos personagens parto diretamente para a escolha do cenário, que pode ser pequeno, grande, não importa, mas precisa refletir a natureza da história que irei contar de mim mesmo. Já vi roteiros em um quarteirão grandiosos, já vi roteiros espaciais que foram pequenos.
A trilha sonora tem que ser de primeira, contanto com clássicos do soul, blues, pop, rock, músicas globais, óperas e músicas clássicas. Algumas canções românticas chegam para embalar aquela cena que não fica bem sem uma musiquinha.
As câmeras são importantes, portanto nesse filme imagino-as por todas as partes, como se me vigiassem o tempo todo, meio “Show de Truman”, mas com a diferença de que sei que elas ali estão.
O enredo precisa ter o mote, o acontecimento que coloca em cheque a felicidade do final para criar clímax e todo o desenrolar. O final, assim como o começo e o meio, precisa ser feliz, daí o conceito de um filme de total felicidade.
O vilão pode ser desconhecido, invisível, pode ser até um “eu mesmo” contracenando contra o seu próprio eu. O que importa é que no final, no meio de tantas batalhas, choros, risos, amores, corridas, todas as pessoas entendam que de nada adiantaria tudo aquilo se não houvesse no final um “continua”.
Esse “continua” sempre nos deixa com uma pulga atrás da orelha, com uma vontade de ver a continuação, de entender como será feito.
Se George Lucas pode, eu também. E não precisarei nem invadir outros planetas para isso. Essa Terra já é grande demais.
Grande demais para um só filme, grande demais para um só diretor, mas pequena demais para uma história tão linda quanto a que quero contracenar sobre mim mesmo.
Já escreveu o seu?

domingo, 30 de outubro de 2011

A thousand kisses deep

Sony - Two Worlds (Director's Cut) from Spy Films on Vimeo.



Don't matter if the road is long
Don't matter if it's steep
Don't matter if the moon /page/ is gone
And the darkness is complete
Don't matter if we lose our way
It's written that we'll meet
At least, that's what I heard you say
A thousand kisses deep

I loved you when you opened
Like a lily to the heat
You see, I'm just another snowman
Standing in the rain and sleet
Who loved you with his frozen love
His second hand physique
With all he is and all he was
A thousand kisses deep

I know you had to lie to me
I know you had to cheat
You learned it on your father's knee
And at your mother's feet
But did you have to fight your way
Across the burning street
When all our vital interests lay
A thousand kisses deep

I'm turning tricks
I'm getting fixed
I'm back on boogie street
I'd like to quit the business
But I'm in it, so to speak
The thought of you is peaceful
And the file on you complete
Except what I forgot to do
A thousand kisses deep

Don't matter if you're rich and strong
Don't matter if you're weak
Don't matter if you write a song
The nightingales repeat
Don't matter if it's nine to five
Or timeless and unique
You ditch your life to stay alive
A thousand kisses deep

The ponies run
The girls are young
The odds are there to beat
You win a while, and then it's done
Your little winning streak
And summon now to deal with your invincible defeat
You live your life as if it's real
A thousand kisses deep

I hear their voices in the wine
That sometimes did me seek
The band is playing Auld Lang Syne
But the heart will not retreat
There's no forsaking what you love
No existential leap
As witnessed here in time and blood
A thousand kisses deep

N



E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?
E agora como posso te esquecer?
Se o teu cheiro ainda está no travesseiro?
E o teu cabelo está enrolado no meu peito?
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
E agora, como eu passo sem você?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"
Como um elo
E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo foi marcado pelo seu?
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo...de novo...de novo...