sexta-feira, 25 de abril de 2008

O jogo da verticalização

Há dois anos durante o Saúde Business Fórum (evento realizado pela IT Mídia há seis anos), na Ilha de Comandatuba, abri a discussão sobre a verticalização e seus diversos desdobramentos. Não me ative somente ás questões setoriais, mas também acadêmicas, levando casos de outros setores, onde a verticalização mostrou-se cara para toda a cadeia no longo prazo.
Embora a demonstração acadêmica levasse a algum possível desfecho, todos os elos da cadeia foram escutados no evento para que obtivéssemos um real entendimento sobre a razão do seu surgimento no país.
Os pontos abordados então foram muitos ficando para nós organizadores e jornalistas a dura tarefa de compilar os mais importantes. Dois pontos me chamaram a atenção: lucro e credibilidade.
Tendo visitado inúmeras organizações prestadoras de serviço no país vejo que, apesar de suas diferentes nomenclaturas para a filantropia, a palavra margem aparece em 100% das conversas. Entendam amigos leitores, que não recrimino tal discussão, pois é do lucro que se faz uma organização, mesmo que no âmbito assistencial. É dele que aparecem os investimentos para a sustentabilidade das empresas.
O outro ponto que me chama a atenção é que quem paga não compra, usa; quem compra não presta o serviço; e quem presta o serviço cobra de quem não é o dono do capital. Este cenário apesar de familiar de todos que nele vivem é no mínimo estranho para um administrador, suscetível a fraudes, o que nos leva ao segundo ponto: a credibilidade.
Trabalho como conselheiro num hospital privado e vejo coisas que nunca veria em outro setor: médicos prescrevendo produtos que não são autorizados pela fonte pagadora; glosas; taxas de riscos jurídicos altíssimas; poder descentralizado gerando problemas de andamento em pequenos processos; negociações de produtos de vida feitas com pouca ou nenhuma visão de longo prazo. Quando comento sobre alguns desses pontos com colegas acadêmicos eles me perguntam se estou em algum país da África que possui cinco anos de independência. Digo que não, estou na saúde brasileira.
Os itens acima são alguns dos pontos que mais me assustam nas relações do setor.
Olhando desta forma não vejo escapatória. Se eu fosse administrador de um capital, disputado por quem eu não confio plenamente, mas que de alguma forma é minha única fonte de prestação de serviço, buscaria rapidamente o balanceamento desses canais, entre próprios e terceiros. Se eu fosse prestador buscaria rapidamente a valorização do meu capital intelectual, fator único de diferenciação do meu serviço no mercado ou investiria em participar do elo dois da cadeia (pagadores), o que alguns já fazem em pequena escala oferecendo planos de saúde basicamente regionais.
Se eu fosse dono do capital, como sou, cobraria custo baixo e diferenciação de atendimento, como faço também.
Como também tenho uma participação como meio de informação, talvez a única que possa ver as coisas de todas as formas, deixo aqui uma mensagem de boa sorte e justiça a todos os jogadores. E que comece o jogo.

Alberto Leite é Diretor Executivo da IT Mídia s.a

A grande peregrinação em busca de recursos

De uns tempos pra cá venho realizando uma série de reuniões para “vender” o setor da saúde para empresários. São na maioria das vezes distintos executivos que ganham algum dinheiro em outros setores ou executivos de mega empresas que possuem produtos complementares ao nosso setor e que só não investem por uma questão chamada história.
A história da saúde brasileira tem notícias boas e ruins, curiosamente as pessoas só se lembram das ruins.
As conversas invariavelmente iniciam-se com uma indignação minha com relação ao primeiro fato. Na maioria das grandes empresas o setor saúde é colocado na unidade de negócios chamada Público, o que se classifica no mínimo como um grande desentendimento, já que inúmeras empresas do setor são privadas. O segundo fato é que os mesmos executivos que falei acima não investem o mínimo de tempo para estudar o setor, tratando-o como público, o que se classifica como um ato no mínimo irresponsável, já que muito investimento é feito aqui e suas empresas não colhem deste fruto.
Bom, passados os primeiros dois fatos podemos concluir que algumas empresas, que já acordaram, deixam então de questionar a história e suas facetas e passam a fazer parte dela, investindo tempo e dinheiro, relacionando-se com agentes da cadeia e ao mesmo tempo contribuindo para o crescimento da saúde por meio de conhecimentos de outros setores ou mesmo complementando o que já existe.
Empresas como HP, Microsoft, Intel, Cisco, British Telecom, Banco ABN Real, Bradesco, entre outras, todas viram que o setor é um oceano azul.
Porque?
Simplesmente pelo fato de que ainda estão sozinhos (ou quase), oferecendo a um grupo de empresas que contribui com 6,5% do PIB produtos e serviços sem muita concorrência, o que os traz margens maiores e melhores condições de trabalho.
Fundos de investimento agora olham com mais carinho para nosso maravilhoso setor. Procuram empresas fornecedoras de soluções, equipamentos, materiais. Buscam também hospitais, planos de saúde, clínicas e prestadores de medicina diagnóstica. O montante de investimentos é de centenas de milhões de dólares e está disponível para empresas que se enquadram nos perfis – boa gestão ou no caminho, políticas adequadas, bons valores, uma visão bem escrita e perseguida, além da também procurada participação de mercado. Se a sua empresa se enquadra nisso olhe para isso, o futuro está aí e traz a cada um de nós maior potencial de investimento, além de regras de governança mais sólidas.
Enfim, temos então nas mãos um momento único.
O mercado fornecedor nunca exportou tanto (veja os números da APEX), nunca se vendeu tanto para o mercado privado no país. Empresas multinacionais mostram-se confortáveis em investir no país. Novas empresas entram a cada dia em nosso país. A conjuntura econômica é favorável. O país caminha, embora existam ainda problemas com a questão do modelo de remuneração. Planos de Saúde investem em verticalização na busca pela redução de custos e atendimento apropriado para a rede conveniada. Hospitais proliferam-se pelo país, investem em aumento de leitos, melhorias de gestão e novas tecnologias.
O ajuste é fino, necessita somente de normas e uma boa conversa.

Alberto Leite é Diretor Executivo da IT Mídia.

The book is on the table

De repente começamos a falar inglês.
Não sei exatamente quem começou e o porquê, mas o que impressiona é que pegou. Pegou de uma forma que não poderia pegar, mas pegou. Curiosamente começamos com marcas, nomes, passando depois aos substantivos e agora, infelizmente, chegamos ao verbo. Isso me lembra um câncer, daqueles que vamos tratando aqui e ali, mas sempre vai dominando outros órgãos.
Recentemente desenvolvi, com a missão de obter um critério de medição, o EBB (English Business Bingo), uma forma irônica de medir o nível de influência da língua em empresas. Mandei para alguns amigos que rapidamente me retornaram com evoluções no jogo, mas todos sem dúvida agradeceram o envio dizendo estar aterrorizados com a invasão.
O jogo basicamente é como uma cartela de bingo, porém no lugar de números colocam-se palavras em inglês bastante utilizadas. Em reuniões você leva aquela cartelinha e ao ouvir uma palavra você faz um furinho (como as nossas avós faziam) ou apenas risca a palavra. Batata, em alguns minutos você faz uma carreira, como a famosa tinqüina.
Apesar da brincadeira, a sua missão é séria. Entender porque falamos tanto em outra língua se a portuguesa tem palavras para todos os objetos, ações, etc.
Estou trazendo este assunto, pois tenho falado muito aqui sobre aqueles pontos que nos fazem vender menos, ou não vender, como queiram. O inglês é um deles, infelizmente.
No mercado de TI e Telecom utilizamos muitos “verbetes” americanizados que muitas vezes são mal compreendidos gerando confusão. Já se sentiu confuso se ia para a direita ou esquerda? Se sim já Sabe que sua primeira reação foi parar. Não queremos nenhum cliente parando e aguardando, queremos cliente comprando. Ponto.
Um dia desses recebi a visita de um responsável por vendas de uma empresa de software. Queria me vender um software de vendas. Interessante, aqui na empresa já temos um, mas como estamos em processo de análise de tecnologias me pareceu interessante conhecer coisas novas. Começamos a reunião e rapidamente abri meu EEB (English Business Bingo). Segue a conversa:
- Como falamos naquele call Alberto, nós trabalhamos com automação da força de vendas e com Sales Process... (2 pontos para o Bingo)
- Fale-me mais sobre isso... (perguntei já imaginando novas frases)
- Após o start do projeto, fazemos um view da sua força de venda e dos processos e trazemos para você alguns highlights que podem ser melhorados através do software ou de um processo de training (mais palavras para o bingo)
- Depois desse tal training o que entra? (perguntei entusiasmado)
- Aí chegamos a um ponto chamado Sales analysis onde é feita a análise profunda dos vendedores.
- Muito bom, vamos começar quando?
- Whenever you want! (BINGO)
Entendemos que algumas palavras são insubstituíveis, outras são usuais, algumas são, como dizem os americanizados – over.
A língua é a nossa forma de mensagem mais pura. É como direcionamos pensamentos, moldamos imagens e transformamos nossos serviços em vendas. Cabe uma reflexão diária do que é light, aquilo que é hard e o que é over. Com isso alcançaremos o que chamamos de metas e que eles adoram chamar de GOAL.

Você acredita que sua empresa fala muitas palavras em inglês?
Alberto Leite é Diretor Executivo da IT Mídia s.a

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Marie Digby

Marie Digby, sensacional!
http://www.youtube.com/user/MarieDigby

Marie Digby

Love Hurts

Love hurts, Love scars, Love wounds' and mars
Any heart not tough or strong enough
To take a lot of pain, take a lot of pain
Love is like a cloud, it holds a lot of rain
Love hurts, Ooo-oo Love hurts
I'm young, I know, But even so
I know a thing or two - I learned from you
I really learned a lot, really learned a lot
Love is like a flame It burns you when it's hot
Love hurts, Ooo-oo Love hurts
Some fools think of happiness, blissfulness, togetherness
Some fools fool themselves, I guess
They're not foolin' me
I know it isn't true I know it isn't true
Love is just a lie made to make you blue
Love hurts, Ooo-oo Love hurts
Solo
I know it isn't true I know it isn't true
Love is just a lie made to make you blue
Love hurts, Ooo-oo Love hurts
Ooo-oo, Love hurts Ooo-oo

Love Hurts

What Am I to you?

Esse Susha é demais

terça-feira, 22 de abril de 2008

Your Song + Tradução

It's a little bit funny Lord, this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but, boy, if I did
I'd buy a big mansion where we both could live
If, if, if I was a sculpture Lord, honey, but then again, no
(then again no, no)
Or a man who makes potions in a travelin' show
I know it's not much, I know it's not much, but it's the best I can do
You gave me a gift Lord, and I'm goin' sing it for you
And you can tell everybody that this is your song
(this is your song)
It may be a quite simple, but that's how it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind
What I wrote down in words, words
How wonderful life is when you're in the world, world, world
If, if, (if), if I was on a rooftop
I'd kick off my shoes (kick off my shoes, kick my shoes off)
I'll write a few verses and then I get the blues
But the sun's been quite, quite kind while I wrote this song
It's for people like you and people like me
I wanna, I wanna keep turnin' on
So excuse me for forgetting, but these things I do Lord
(these things I do Lord)
You see, you see I've forgotten if they're green or blue
Anyway the thing is, anyway the thing is, what I really mean
Yours are the sweetest eyes, you've got the sweetest eyes
The clearest eyes I've ever seen, I hope you got back
I hope you, I hope you go back and tell everybody
That this is your song (this is your song)
It may be quite, quite simple, but now that's how it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind
But I wrote down in words Lord, words
I'm doin' it for how wonderful it is when you're in the world, world, world
If, if, (if), if I sat upon a rooftop I'd kick off my shoes, oh yeah
(kick off my shoes, kick my shoes off)
I'll write a few verses and then I get the blues
But the sun's been quite, quite kind while I wrote this song
It's for people like you, people like me
I wanna, wanna keep turnin' on, so excuse me, so excuse me
So excuse me for forgetting, but these things I do
(these things I do Lord)
You see, you see I've forgotten if they're green or blue, baby
And anyway the thing is, anyway the thing is, what I really mean
You are the sweetest eyes, the sweetest eyes
The sweetest eyes I've ever seen
I want you to go back, go back and and tell everybody
That Billy Paul's got a song (Billy Paul's got a song)
I'm, I'm gonna sit upon a, a rooftop and kick my shoes off
I'm gonna write it (write it), write it (write it), write it (write it)
I might come out with the Gospel (Gospel), the blues (blues),
The jazz (jazz), the rock and roll
I'm gonna, got to, got to write me a simple song for everybody
Because this is my song (this is my song)
It may be quite, quite simple but that's the way it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind
What I wrote down in words, words
You come on back, you try to try again, try again
Tell everybody that Billy Paul's got a song
(Billy Paul's got a song)
It may be quite, quite simple but that's how it's done, baby
I hope you don't mind, I hope you don't mind
what I wrote down in words
Hold it, hold it, hold it, hold it ooooh
Get back, get, got, oh no

É um pouco engraçado,

esse sentimento aqui dentro

Não sou do tipo de pessoa que facilmente conseguem esconder

Não tenho muito dinheiro, mas, se eu tivesse

Eu compraria uma casa grande onde nós dois pudéssemos viver

Se eu fosse um escultor, mas eu não sou,

Ou um homem que faz poções num show itinerante

Eu sei que não é muito, mas é o melhor que posso fazer

Você me deu um dom Senhor

E eu vou cantar pra você

E você pode dizer pra todo mundo, essa é sua canção

Pode parecer bastante simples, mas agora que está feita

Eu espero que não se importe Eu espero que não se importe

Que eu tenha colocado em palavras

O quão maravilhosa é a vida enquanto você está nesse mundo.

Se eu sentasse no canto da loja e tirasse os meus sapatos

Eu escreveria alguns versos e eles me deixariam muito triste

Mas o sol foi gentil enquanto eu escrevia essa canção

É por pessoas como eu, por pessoas como você, que ele mantém a chama viva

Assim, perdoe-me pelo esquecimento, mas essas coisas acontecem

Você sabe que eu esqueço, se eles são verdes ou azuis

De qualquer forma, a coisa é, o que quero dizer é que

Os seus são os mais doces olhos que eu já vi.

Your Song

Beautifull Life

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uma nova versão de It´s not easy

O jogo da verticalização

Há dois anos durante o Saúde Business Fórum (evento realizado pela IT Mídia há seis anos), na Ilha de Comandatuba, abri a discussão sobre a verticalização e seus diversos desdobramentos. Não me ative somente ás questões setoriais, mas também acadêmicas, levando casos de outros setores, onde a verticalização mostrou-se cara para toda a cadeia no longo prazo.
Embora a demonstração acadêmica levasse a algum possível desfecho, todos os elos da cadeia foram escutados no evento para que obtivéssemos um real entendimento sobre a razão do seu surgimento no país.
Os pontos abordados então foram muitos ficando para nós organizadores e jornalistas a dura tarefa de compilar os mais importantes. Dois pontos me chamaram a atenção: lucro e credibilidade.
Tendo visitado inúmeras organizações prestadoras de serviço no país vejo que, apesar de suas diferentes nomenclaturas para a filantropia, a palavra margem aparece em 100% das conversas. Entendam amigos leitores, que não recrimino tal discussão, pois é do lucro que se faz uma organização, mesmo que no âmbito assistencial. É dele que aparecem os investimentos para a sustentabilidade das empresas.
O outro ponto que me chama a atenção é que quem paga não compra, usa; quem compra não presta o serviço; e quem presta o serviço cobra de quem não é o dono do capital. Este cenário apesar de familiar de todos que nele vivem é no mínimo estranho para um administrador, suscetível a fraudes, o que nos leva ao segundo ponto: a credibilidade.
Trabalho como conselheiro num hospital privado e vejo coisas que nunca veria em outro setor: médicos prescrevendo produtos que não são autorizados pela fonte pagadora; glosas; taxas de riscos jurídicos altíssimas; poder descentralizado gerando problemas de andamento em pequenos processos; negociações de produtos de vida feitas com pouca ou nenhuma visão de longo prazo. Quando comento sobre alguns desses pontos com colegas acadêmicos eles me perguntam se estou em algum país da África que possui cinco anos de independência. Digo que não, estou na saúde brasileira.
Os itens acima são alguns dos pontos que mais me assustam nas relações do setor.
Olhando desta forma não vejo escapatória. Se eu fosse administrador de um capital, disputado por quem eu não confio plenamente, mas que de alguma forma é minha única fonte de prestação de serviço, buscaria rapidamente o balanceamento desses canais, entre próprios e terceiros. Se eu fosse prestador buscaria rapidamente a valorização do meu capital intelectual, fator único de diferenciação do meu serviço no mercado ou investiria em participar do elo dois da cadeia (pagadores), o que alguns já fazem em pequena escala oferecendo planos de saúde basicamente regionais.
Se eu fosse dono do capital, como sou, cobraria custo baixo e diferenciação de atendimento, como faço também.
Como também tenho uma participação como meio de informação, talvez a única que possa ver as coisas de todas as formas, deixo aqui uma mensagem de boa sorte e justiça a todos os jogadores. E que comece o jogo.

Alberto Leite é Diretor Executivo da IT Mídia s.a

A grande peregrinação em busca de recursos

De uns tempos pra cá venho realizando uma série de reuniões para “vender” o setor da saúde para empresários. São na maioria das vezes distintos executivos que ganham algum dinheiro em outros setores ou executivos de mega empresas que possuem produtos complementares ao nosso setor e que só não investem por uma questão chamada história.
A história da saúde brasileira tem notícias boas e ruins, curiosamente as pessoas só se lembram das ruins.
As conversas invariavelmente iniciam-se com uma indignação minha com relação ao primeiro fato. Na maioria das grandes empresas o setor saúde é colocado na unidade de negócios chamada Público, o que se classifica no mínimo como um grande desentendimento, já que inúmeras empresas do setor são privadas. O segundo fato é que os mesmos executivos que falei acima não investem o mínimo de tempo para estudar o setor, tratando-o como público, o que se classifica como um ato no mínimo irresponsável, já que muito investimento é feito aqui e suas empresas não colhem deste fruto.
Bom, passados os primeiros dois fatos podemos concluir que algumas empresas, que já acordaram, deixam então de questionar a história e suas facetas e passam a fazer parte dela, investindo tempo e dinheiro, relacionando-se com agentes da cadeia e ao mesmo tempo contribuindo para o crescimento da saúde por meio de conhecimentos de outros setores ou mesmo complementando o que já existe.
Empresas como HP, Microsoft, Intel, Cisco, British Telecom, Banco ABN Real, Bradesco, entre outras, todas viram que o setor é um oceano azul.
Porque?
Simplesmente pelo fato de que ainda estão sozinhos (ou quase), oferecendo a um grupo de empresas que contribui com 6,5% do PIB produtos e serviços sem muita concorrência, o que os traz margens maiores e melhores condições de trabalho.
Fundos de investimento agora olham com mais carinho para nosso maravilhoso setor. Procuram empresas fornecedoras de soluções, equipamentos, materiais. Buscam também hospitais, planos de saúde, clínicas e prestadores de medicina diagnóstica. O montante de investimentos é de centenas de milhões de dólares e está disponível para empresas que se enquadram nos perfis – boa gestão ou no caminho, políticas adequadas, bons valores, uma visão bem escrita e perseguida, além da também procurada participação de mercado. Se a sua empresa se enquadra nisso olhe para isso, o futuro está aí e traz a cada um de nós maior potencial de investimento, além de regras de governança mais sólidas.
Enfim, temos então nas mãos um momento único.
O mercado fornecedor nunca exportou tanto (veja os números da APEX), nunca se vendeu tanto para o mercado privado no país. Empresas multinacionais mostram-se confortáveis em investir no país. Novas empresas entram a cada dia em nosso país. A conjuntura econômica é favorável. O país caminha, embora existam ainda problemas com a questão do modelo de remuneração. Planos de Saúde investem em verticalização na busca pela redução de custos e atendimento apropriado para a rede conveniada. Hospitais proliferam-se pelo país, investem em aumento de leitos, melhorias de gestão e novas tecnologias.
O ajuste é fino, necessita somente de normas e uma boa conversa.

Alberto Leite é Diretor Executivo da IT Mídia.

O que podemos aprender com LOST?

Incrivelmente a série americana de maior sucesso de todos os tempos pode nos ensinar muito sobre gestão. Muito mesmo.
O melhor da festa é esperar por ela - Muito antes de a série tornar-se famosa ela já rodava na internet. Eram trailers e mais trailers, blogs e mais blogs, fóruns e mais fóruns sobre esse “algo” que viria. Criar expectativa é algo interessante no mundo de hoje. Com isso conseguimos medir o tamanho do mercado que virá e ao mesmo tempo testamos itens comuns como preço, distribuição, etc.
Multimídia – Desdobramento do assunto acima, porém visto do ângulo multimídia. Na dá para imaginar mais um mundo de uma única mão. As respostas mais efetivas acontecem quando as pessoas são impactadas de várias formas em momentos diferentes. Hoje em dia você pode ver LOST em casa na TV a cabo, na internet (inclusive reprises), ler nos blogs as curiosidades, ler em revistas, jornais e até livros, participar de grupos de discussão, etc. Pergunta: qual a diferença do LOST para as outras temporadas?
Mudança de curso – se você tiver o mínimo de curiosidade e assistir aos extras dos DVDs, verá que no meio das filmagens várias adaptações foram feitas para inúmeros problemas que foram surgindo: acidente com artistas, desistências, aparecimento de talentos, problemas com a lei, problemas climáticos, até seqüestros. Do lado de quem assiste não houve impacto, a série continua, muito melhor.
Marketing – Mesmo que você tenha tempo, recursos e saiba baixar filmes pela internet gratuitamente, todo mundo compra a tal “caixinha” com DVDs quando é lançada nas lojas. Porque?
As caixas, além de bonitinhas, revelam inúmeras cenas que não passaram em nenhum lugar. Os fãs não querem perder nada. Materializar produtos que não podem ser vistos é tão importante quanto lançá-los. Coloque nome em tudo, logo, registre e lance, você vai ver os preços decolarem.
Faço parte deste clube – tão importante quanto maximizar algo é filtrar algo. Quando você lança qualquer produto precisa estar atento aos ciclos de utilização. Em primeiro lugar sempre teremos os Heavy Users, seres que não tem medo de comprar/adquirir/usar nada novo. Encaram novos produtos para estar na crista da onda. Seguidos pelos Medium Users que primeiramente olham para as “cobaias” e verificam se foi legal. Se gostarem da receita, comprarão. No final aparecem os conservadores, que só compram se aquilo realmente trouxer inúmeros benefícios, do contrário continuam onde estão. Para as classes 1 e 2 fazer parte de algo é tão importante quando os benefícios embutidos. O Blackberry ainda não era completamente aceito e muitos já queriam tê-lo por perto. O IPhone passou pelo mesmo. Será que seus clientes não podem ser divididos assim? A série LOST teve em seus primeiros espectadores os grandes propagadores da novidade.

Enfim, alguns pontos bem observados na série que colaboraram com o sucesso. A série é boa? Sem dúvida. O elenco é bom? Sem dúvida. OS EUA produziram mais de 100 séries de três anos para cá. Quantas alcançaram o tamanho de LOST? Elenco é importante, roteiro é importante, mas acima de tudo está a gestão do ambiente, vital para que algo que já é cinco estrelas torne-se inesquecível, durável e caro.

O que você faria hoje para que sua empresa se tornasse inesquecível?
Alberto Leite é Diretor Executivo da IT Mídia s.a

domingo, 13 de abril de 2008

My Way

And now the end is near
So I face the final curtainMy friend,
I'll say it clearI'll state my case of which I'm certain
I've lived a life that's full
I've traveled each and every highway
And more, much more than thisI did it my way
Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception
I planned each charted course
Each careful step along the byway
Oh, and more, much more than thisI did it my way
Yes, there were times,
I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way
I've loved, I've laughed and cried
I've had my fails, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, no not meI did it my way
For what is a man,
what has he got
If not himself, then he has not
To say the words he truly feels
And not the words he would reveal
The record shows I took the blows
And did it my way
The record shows
I took the blows

My Way (tradução)

E agora o fim está próximo
Assim eu enfrento a cortina final
Meu amigo, eu direi isto claramente
Eu declararei meu caso do qual eu estou certo

Eu vivi uma vida que está cheia
Eu viajei cada e toda estrada
E mais, muito mais que isto
Eu fiz do meu jeito

Pesares, eu tive alguns
Mas novamente, muito pouco pra mencionar
Eu fiz o que eu tive que fazer
E vi isto através de nenhuma exceção

Eu planejei cada gáfico do percurso
Cada passo cuidadoso ao longo do caminho
Oh, e mais, muito mais que isto
Eu fiz do meu jeito

Sim, havia tempos, tenho certeza que você sabe
Quando eu mordi mais que eu poderia mastigar
Mas alem disso quando havia dúvida
Eu comi isto e cuspi fora
Eu enfrentei tudo e eu me mantive alto
E fiz do meu jeito

Eu amei, eu ri e chorei
Eu tive minhas faltas, minha parte de perder,
E agora que as lágrimas cessaram
Eu acho isso tudo tão divertido
Pensar eu fiz tudo aquilo
E se posso dizer, não de um modo tímido
Oh, não, não eu
Eu fiz do meu jeito

Para o que é um homem, o que ele tem
Se não ele proprio, então ele não tem
Dizer as palavras que ele verdadeiramente sente
E não as palavras que ele revelaria
Os registros mostram que eu recuperei o folêgo
E fiz do meu jeito
Os registros mostram que eu recuperei o folêgo

My Way

terça-feira, 8 de abril de 2008

Simplicidade

Que tal a simplicidade?
comer pãozinho duro na padaria
tomar uma chuvinha bacana
correr na estrada com os cabelos sendo puxados pelo vento
viajar de noite de carro e ir parando, parando em todos os lugares
andar descalço e mandar energia para o solo
respirar fundo
jogar dominó no chão
rir
andar na rua a noite sem rumo
olhar a lua
olhar o sol (de óculos please)
ler, tudo o que puder...

Vamos simplificar

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Torcida

Torcida

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.Tinha gente que torcia para você ser menino.Outros torciam para você ser menina.Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.Estavam torcendo para você nascer perfeito.Daí continuaram torcendo.Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.Começou a torcer até para um time.Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar osdentes, estudar inglês e piano.Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.Eles também estavam torcendo para você ser bacana.Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quandoos hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.Depois começou a torcer pela sua liberdade.Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua.Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o narizpara as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualqueropinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.Torceu para ser médico, músico, advogado.Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.Seus pais torciam para passar logo essa fase.No dia do vestibular, uma grande torcida se formou.Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda,contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.Primeiro, torceu para ela não ter outro.Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.Descobriu que ela torcia igual a você.E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torcerampara ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque,mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistadoalgumas coisas.Mas muita gente ainda torce por você!”“Se procurar bem você acaba encontrando.Não a explicação (duvidosa) do mundo, mas a poesia (inexplicável) da vida.”Eu torço por você!
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Johnson & Johnson Credo

Our Credo

We believe our first responsibility is to the doctors, nurses and patients,
to mothers and fathers and all others who use our products and services.
In meeting their needs everything we do must be of high quality.
We must constantly strive to reduce our costs
in order to maintain reasonable prices.
Customers' orders must be serviced promptly and accurately.
Our suppliers and distributors must have an opportunity
to make a fair profit.

We are responsible to our employees,
the men and women who work with us throughout the world.
Everyone must be considered as an individual.
We must respect their dignity and recognize their merit.
They must have a sense of security in their jobs.
Compensation must be fair and adequate,
and working conditions clean, orderly and safe.
We must be mindful of ways to help our employees fulfill
their family responsibilities.
Employees must feel free to make suggestions and complaints.
There must be equal opportunity for employment, development
and advancement for those qualified.
We must provide competent management,
and their actions must be just and ethical.

We are responsible to the communities in which we live and work
and to the world community as well.
We must be good citizens – support good works and charities
and bear our fair share of taxes.
We must encourage civic improvements and better health and education.
We must maintain in good order
the property we are privileged to use,
protecting the environment and natural resources.

Our final responsibility is to our stockholders.
Business must make a sound profit.
We must experiment with new ideas.
Research must be carried on, innovative programs developed
and mistakes paid for.
New equipment must be purchased, new facilities provided
and new products launched.
Reserves must be created to provide for adverse times.
When we operate according to these principles,
the stockholders should realize a fair return.